Banner

NTGospel.com - Luciana Mazza

crescimento evangélico e muita criatividade dissemina a Palavra de Deus

Qualquer pessoa que ande pelas ruas das grandes cidades brasileiras há de ficar impressionado com a quantidade de igrejas evangélicas. São templos, pontos de pregação, salas e até portinhas, onde o nome de Jesus é exaltado e o povo de Deus reúne-se para exercer a sua fé. Símbolo da expansão do segmento evangélico na sociedade brasileira, a proliferação de igrejas, se por um lado possibilita a disseminação da Palavra de Deus, por outro, gera situações curiosas. Há ruas com vários templos e até mesmo congregações que funcionam coladas parede a parede. Agora, engraçado mesmo – com todo respeito, claro! – é conferir o nome de algumas igrejas. Existe, por exemplo, uma certa Assembléia de Deus Com Doutrinas e Sem Costumes, no subúrbio do Rio de Janeiro. No interior de Minas, funciona a Igreja Evangélica A Última Trombeta Soará. Isso sem falar na Igreja Cuspe de Cristo, em São Paulo.
Pode-se discutir o gosto de quem inventa tais nomes, mas o fato é que os aproximadamente 26 milhões de evangélicos brasileiros têm à disposição um variadíssimo cardápio de opções para filiação religiosa. Curiosos, bizarros e imaginativos, os nomes de igrejas, digamos, originais, compõem uma extensa lista: há, por exemplo, a Igreja Pentecostal Alarido de Deus, de Anápolis (GO), cujos cultos não devem ser nada silenciosos; a Igreja Evangélica Deus Pentecostal da Profecia, de São Mateus (ES), que não deixa dúvidas sobre o caráter avivado do povo que se reúne ali; ou ainda a Igreja Evangélica Vida Profunda, da Itaperuna (RJ), onde o crente, já na entrada, recebe um estímulo para deixar de lado a superficialidade na sua relação com Deus. Já a Igreja da Revelação Rápida parece ter sido feita de encomenda para os fiéis mais apressadinhos. Há ainda muitas outras (ver quadro), quase sempre pequenas denominações pentecostais dirigidas por líderes leigos, onde o que vale é a espontaneidade litúrgica e uma boa dose de improvisação.
Mais do que simples tendência, a proliferação das igrejas evangélicas, há alguns anos, já chama a atenção como fenômeno sociológico. Nos anos 90, o Instituto Superior de Estudos da Religião (Iser) debruçou-se sobre os números e chegou a uma conclusão de espantar: só no Grande Rio, cinco novas igrejas surgiam… por semana! E as coisas só aumentaram de lá para cá. Números confiáveis não existem, mas levantamentos realizados por entidades missionárias apontam para a existência de cerca de 150 mil templos e casas de culto evangélicas no país. "Hoje, há uma média de 1,5 mil pessoas por igreja no Brasil", diz o pesquisador Louranço Kraft, do Serviço para a Evangelização da América Latina (Sepal). Claro, elas concentram-se nos centros urbanos. Em regiões como a Amazônia ou o interior do Nordeste, a presença evangélica permanece extremamente rarefeita. Razões para tanto crescimento não faltam – além do evangelismo ostensivo, responsável por novas conversões, as igrejas evangélicas costumam receber muitos ex-fiéis de outras confissões, como o catolicismo e o espiritismo.
Há ainda outro aspecto – a ruptura com antigos dogmas, como restrições quanto a usos e costumes e normas rígidas de vestuário. "Os evangélicos aboliram a vida ascética que antes preconizavam", avalia o doutor em sociologia Ricardo Mariano, autor do livro Neopentecostais – Sociologia do novo pentecostalismo no Brasil (Edições Loyola). Segundo ele, os crentes, cada vez mais adaptados à sociedade, conseguem fazer seu discurso penetrar com mais facilidade, atraindo novos adeptos até mesmo em setores das classes média e alta, tradicionalmente mais avessos à mensagem do Evangelho.
Bem menos acadêmico, mas igualmente sintomático, é o estudo desenvolvido por Orlando Corrêa Neves Castor, 17 anos, estudante de tradições e cultos religiosos. Ele, que mora em Teresópolis (RJ), criou um site sobregrejas com nomes curiosos (www.igrejologia.hpg.ig.com.br). Evangélico, o rapaz conta que a idéia de elaborar a página virtual veio depois de ver tantos nomes diferentes de igrejas. "Comecei o trabalho procurando em listas telefônicas de vários estados", conta. "Depois, muitas pessoas se interessaram e começaram a mandar colaborações para a lista. Alguns nomes adotados são bem exóticos."


"Sede mundial" – Segundo Orlando, a maioria das igrejas com este perfil tem localização restrita, ao contrário das denominações mais antigas e tradicionais, como Metodista, Quadrangular ou Luterana, cuja abrangência é nacional. "Noventa por cento delas funcionam em pequenos imóveis alugados, em bairros pobres", comenta o estudante. No meio do bolo, há uma proliferação desenfreada de congregações evangélicas, muitas delas funcionando sem alvará e à margem de outras exigências legais. "Além disso, a falta de cultura e informação de seus criadores é patente", aponta. Como exemplo, ele cita uma certa Igreja Evangélica Muçulmana Javé É Pai, e outra, tão bizarra quanto: Igreja Cristã Evangélica Espírita Nacional. "Nos dois nomes há união de religiões que não se relacionam entre si. Como um evangélico pode ser muçulmano ou espírita ao mesmo tempo?", indaga.
Orlando não esconde que o objetivo do bem humorado levantamento que fez é, também, "criticar abusos praticados em nome da fé das pessoas". Há pouco tempo, o jornal carioca Balcão, especializado em classificados de todo tipo – ali vende-se varas de pesca, violoncelos, apartamentos, coleção de gibis do Homem-Aranha e tudo o que se possa imaginar –, publicou um anúncio esquisitíssimo. Anunciava-se a oferta de uma igreja evangélica, equipada com som e móveis e que tinha "cerca de 200 membros", que talvez jamais imaginassem virar objeto de uma transação do gênero. O problema é que fica muito difícil separar o trigo, ou seja, aqueles crentes sérios cujo objetivo ao abrir uma igreja é simplesmente atender um chamado divino e fazer a obra do Senhor, do joio – no caso, os picaretas que vêem a criação de uma congregação apenas como opção de negócio.
A multiplicação de igrejas só acontece porque, no Brasil, é muito fácil abri-las. É o que diz Rubens Moraes, 71, pastor da Assembléia de Deus de Madureira, no Rio. Ele também é contador e trabalha há quase 40 anos na área de legalização de entidades evangélicas. "Para se abrir uma igreja, não é necessário muita coisa", explica. "Junta-se uma diretoria composta por oito pessoas; depois convoca-se uma reunião para emitir a ata de fundação. A partir daí, basta elaborar o estatuto e registrá-lo no cartório", ensina. Com este registro, é possível solicitar o cartão do Cadastro Nacional de Pessoas Jurídicas, o CNPJ, o que pode ser feito até pela internet.
Segundo Rubens, todo o processo é baratíssimo. "Se o próprio interessado quiser fazer tudo, vai desembolsar cerca de R$ 250. Caso prefira contratar um contador, o gasto fica entre 600 e mil reais." Isso, claro, se o empreendedor não preferir fazer tudo clandestinamente e atuar ao arrepio da lei. Especialista no assunto – ele é autor do livro Legislação para igrejas e entidades sem fins lucrativos, editado pela CPAD –, Rubens Moraes admite que não há como exercer controle sobre quem resolve criar uma igreja. "A lei permite a abertura por qualquer pessoa, mas não pode avaliar os interesses e a seriedade de cada um. Isso abre oportunidades para os aventureiros." Ele conta que foi procurado recentemente por uma empresária que decidiu colocar uma igreja em seu nome. "Ela construiu, com o seu dinheiro, a comunidade. Apesar de não ser pastora nem nada, ela tem direito de tornar-se presidente da obra."
Outra estratégia muito utilizada, até mesmo em busca de legitimidade, é a inclusão do nome de uma denominação já conhecida. É grande a quantidade de comunidades independentes que adotam, por exemplo, nomes como "Assembléia de Deus de tal-tal-tal, ou "Igreja Batista disso-ou-daquilo", mesmo sem ter quaisquer vínculos com as convenções batistas ou assembleianas estabelecidas. "Este tipo de procedimento nos incomoda bastante, inclusive porque não temos qualquer controle sobre a doutrina ou liturgia praticada nestas igrejas", comenta um pastor ligado à Convenção Batista Fluminense que, para evitar constrangimentos de parte a parte, pediu para não ser identificado.
Ele diz que a entidade já teve problemas com isso – segundo o pastor, houve casos, por exemplo, de fiéis dessas igrejas de linha independente buscarem algum tipo de satisfação por desvios de conduta de seus líderes. "A marca 'Igreja Batista' é respeitada até mesmo fora dos meios evangélicos. Então, há pessoas que se aproveitam disso e usam o nome de nossa denominação para passar credibilidade." Interessante, também, é a megalomania encerrada em nomes grandiloqüentes, tais como "sede mundial" ou "ministério internacional". Às vezes, igrejinhas que possuem um único templo ostentam, orgulhosas, placas com tais dizeres. Isso quando o nome do mandachuva não aparece em letras garrafais, às vezes, maiores até do que os nomes "Deus" ou "Jesus".

Bacalhau com feijoada – O professor Paulo Donizéti Siepierski, 43 anos, crente batista de Recife (PE) e membro da Associação Brasileira de História das Religiões, aponta noutra direção. Para ele, a criatividade dos nomes é fundamental para o sucesso do empreendimento. "A concorrência no 'mercado religioso' tornou-se bastante acirrada nos últimos anos. Então, a necessidade de se diferenciar neste 'mercado' passou a ser imperativa", explica. Paralelamente, salienta o estudioso, ocorreu uma crise de fidelidade no denominacionalismo. "Uma vez que as pessoas não estão mais buscando respostas convencionais, como as que as igrejas históricas oferecem em suas confissões de fé, mas ao contrário, estão atrás de uam espécie de bricolagem, passou a ser natural que os próprios nomes das novas igrejas simbolizassem tal possibilidade."
Irônico, o professor usa como comparação os restaurantes de comida a quilo. "No restaurante tradicional, você recebe um cardápio com pratos já montados; no de refeições por quilo, o cliente é quem escolhe a combinação de alimentos, por mais contraditório que possam parecer. Dá até para misturar bacalhau com feijoada." Sipierski vai além: para ele, a sobrevivência da nova igreja dependerá em grande parte da capacidade em expressar, através de seu nome, aquilo que ela pensa ser sua vantagem comparativa em relação à concorrência. "Precisamos entender que as pessoas não estão em busca de uma doutrina supostamente correta. Hoje, muitos buscam solução para seus problemas e um lugar onde se sintam bem."
"Tanta criatividade não é bom sinal", faz coro o historiador Jaime Francisco de Moura, 42, de Brazilândia (DF). Católico, ele é autor do livro As diferenças entre a Igreja Católica e igrejas evangélicas e bate pesado: "Muitas dessas igrejas com nomes fantásticos e chamativos prejudicam o cristianismo", radicaliza. Para Moura – que, como muitos católicos e o próprio papa, insistem em chamar correntes pentecostais de "seitas" –, o crescimento destas novas denoninações tende a aumentar. "A Palavra de Deus é sagrada e não pode estar na boca de qualquer indivíduo. É preciso haver autoridades competentes para proclamar o Evangelho. Muitos acham que são iluminados pelo Espírito Santo, mas no fundo são movidos pelo erro e pelo engano", reclama. Na opinião do historiador, qualquer pessoa que pretenda assumir um cargo de dirigente espiritual deveria ter, no mínimo, curso de teologia ou filosofia. Por mais que seja desejável estabelecer critérios deste tipo, contudo, não se deve esquecer que a história do cristianismo está cheia de líderes leigos que fizeram um tremendo trabalho espiritual, a começar pelos próprios discípulos de Jesus – os quais, segundo seus contemporâneos, eram homens "iletrados e incultos", mas foi através deles que a a fé cristã chegou até nós. Isso sem falar na explosão evangélica verificada no Brasil na segunda metade do século 20, protagonizada, quase sempre, por pastores sem qualquer formação teológica. E não é apenas no protestantismo que o laicato tem destaque. Nas comunidades eclesiais de base, berço da renovação do catolicismo durante os anos 60 e 70, destacavam-se os líderes leigos.

Revelação de Deus – Na outra ponta, pastores que dirigem comunidades que poderiam entrar em qualquer levantamento sobre denominações curiosas, demonstram não apenas convicção espiritual, como também, muita consciência de seu papel. Caso do pastor José Basílio dos Reis, 55 anos, responsável pela Igreja Assembléia dos Primogênitos, de São Paulo. Ele explica que a denominação surgiu devido a uma revelação divina, e admite que ter um nome diferente atrai algumas pessoas para a congregação. "Muitos chegam movidos pela curiosidade, e acabam tendo um encontro com Cristo", salienta. Contudo, o pastor exorta que, antes de se filiar a qualquer igreja, é fundamental que o aspirante a membro observe suas normas, conheça os líderes e, acima de tudo, peça a orientação do Senhor. "Hoje, há muita gente criando igrejas apenas para arrecadar dinheiro. Isso é um escândalo", indigna-se.
Para o pastor Mizael Lima de Souza, presidente da Igreja Universal Assembléia dos Santos, com sede em São Paulo, mais importante do que o nome é a valorização do Evangelho e uma conduta justa e transparente que possa dar exemplo à sociedade. "Quando vamos evangelizar, muita gente pergunta se nossa igreja é uma mistura da Universal [do Reino de Deus] com a Assembléia [de Deus], e eu explico que não", diz ele. O pastor conta que o nome surgiu de uma revelação divina a uma senhora crente há 45 anos – bem antes, portanto, do surgimento da Igreja Universal, a do bispo Edir Macedo, fundada em 1977. "Essa irmã era professora da Escola Bíblica e certo dia foi orar, pois via que sua igreja não obedecia certos preceitos bíblicos. Então, o Senhor disse a ela que o seguisse, pois iria usá-la para levantar uma obra à semelhança da Igreja Primitiva". Mizael explica que o nome de sua denoninação é baseado nas passagens bíblicas de Hebreus 12:22 e Salmo 89:5. "Mas o que caracteriza mesmo a Igreja do Senhor é se ela tem ou não compromisso com Deus", conclui.

Curiosos e criativos

Algumas igrejas e comunidades evangélicas têm nomes que misturam citações bíblicas, fervor espiritual e uma boa dose de criatividade. Confira:

Igreja da Água Abençoada
Igreja Adventista da Sétima Reforma Divina
Igreja da Bênção Mundial Fogo de Poder
Congregação Anti-Blasfêmias
Igreja Chave do Éden
Igreja Evangélica de Abominação à Vida Torta
Igreja Batista Incêndio de Bênçãos
Igreja Batista Ô Glória!
Congregação Passo para o Futuro
Igreja Explosão da Fé
Comunidade do Coração Reciclado
Igreja Evangélica Missão Celestial Pentecostal
Cruzada de Emoções
Igreja C.R.B. (Cortina Repleta de Bênçãos)
Congregação Plena Paz Amando a Todos
Igreja A Fé de Gideão
Igreja Aceita a Jesus
Igreja Pentecostal Jesus Nasceu em Belém
Igreja Evangélica Pentecostal Labareda de Fogo
Congregação J. A. T. (Jesus Ama a Todos)
Igreja Barco da Salvação
Igreja Evangélica Pentecostal a Última Embarcação Para Cristo
Igreja Pentecostal Uma Porta para a Salvação
Comunidade Arqueiros de Cristo
Igreja Automotiva do Fogo Sagrado
Igreja Batista A Paz do Senhor e Anti-Globo
Assembléia de Deus do Pai, do Filho e do Espírito Santo
Igreja Palma da Mão de Cristo
Igreja Menina dos Olhos de Deus
Igreja Pentecostal Vale de Bênçãos
Associação Evangélica Fiel Até Debaixo D'Água
Igreja Batista Ponte para o Céu
Igreja Pentecostal do Fogo Azul
Comunidade Evangélica Shalom Adonai, Cristo!
Igreja da Cruz Erguida para o Bem das Almas
Cruzada Evangélica do Pastor Waldevino Coelho, a Sumidade
Igreja Filho do Varão
Igreja da Oração Eficiente
Igreja da Pomba Branca
Igreja Socorista Evangélica
Igreja 'A' de Amor
Cruzada do Poder Pleno e Misterioso
Igreja do Amor Maior que Outra Força
Igreja Dekanthalabassi
Igreja dos Bons Artifícios
Igreja Cristo é Show
Igreja dos Habitantes de Dabir
Igreja 'Eu Sou a Porta'
Cruzada Evangélica do Ministério de Jeová, Deus do Fogo
Igreja da Bênção Mundial
Igreja das Sete Trombetas do Apocalipse
Igreja Pentecostal do Pastor Sassá
Igreja Sinais e Prodígios
Igreja de Deus da Profecia no Brasil e América do Sul
Igreja do Manto Branco
Igreja Caverna de Adulão
Igreja Este Brasil é Adventista
Igreja E.T.Q.B (Eu Também Quero a Bênção)
Igreja Evangélica Florzinha de Jesus
Igreja Cenáculo de Oração Jesus Está Voltando
Ministério Eis-me Aqui
Igreja Evangélica Pentecostal Creio Eu na Bíblia
Igreja Evangélica A Última Trombeta Soará
Igreja de Deus Assembléia dos Anciãos
Igreja Evangélica Facho de Luz
Igreja Batista Renovada Lugar Forte
Igreja Atual dos Últimos Dias
Igreja Jesus Está Voltando, Prepara-te
Ministério Apascenta as Minhas Ovelhas
Igreja Evangélica Adão é o Homem
Igreja Evangélica Batista Barranco Sagrado
Ministério Maravilhas de Deus
Igreja Evangélica Fonte de Milagres
Comunidade Porta das Ovelhas
Igreja Pentecostal Jesus Vem, Você Fica
Igreja Evangélica Pentecostal Cuspe de Cristo
Igreja Evangélica Luz no Escuro
Igreja Evangélica O Senhor Vem no Fim

Comentarios  

 
0 #21 Lemos 2010-07-21 17:10
Cristo Jesus tem mostrado o estado que esta o povo dentro de muitos templo Evangelicos, muitos esta como frutos podres, e de tão podre que esta dificil de se aproveitar
Citar
 
 
0 #20 Nerly Nunes 2010-02-02 15:53
É interessante.Gostei do texto aqui citado.Foram boas as palavras dos pastor Rubens Moraes,e do pastor ligado à Convençao Batista.Tenho pouco tempo de evangelico,e antes de ler sobre o assunto acima,sempre achei um absurdo tais nomes de igrejas e tambem o numero de igrejas que se abrem de qualquer maneira.Eu popderia ate dizer em "pequenas igrejas,grandes negocios".Moro em Anchieta-ES e aqui na minha cidade há nomes estranhos de igrejas,um exemplo é:"Assembleia de Deus Missao Triufante".Outro caso que acho um escandalo aqui é a Universal que nao tem paradeiro certo,vive com um novo endereço.Tenho me indignado com essas coisas no meio Cristao.Aprendi muito e manti meu pensamento a respeito quando comecei a conhecer os livros de Ciro Sanches Zibordi,e um bom exemplo é "Erros Que Os Pregadores Devem Evitar".
Bom,quero agora te parabenizar pelo que publicou aqui.Isso é algo digno de aceitaçao..Abraço!!
Entrem no meu blog...http://nerlyandrade.blogspot.com/
Citar
 
 
0 #19 Carlos Roberto 2009-10-26 09:25
Cpntinuação...

As estatísticas não conseguem medir o nível espiritual de ninguém, assim, qualquer um que afirme ser evangélico vai ser contabilizado como tal diante das deficiências do sistema em verificar a veracidade ou não da informação passada. Assim, como diz o ditado popular, EVANGÉLICOS e PSEUDO-EVANGÉLICOS passaram a ser “farinha do mesmo saco” já que pouquíssimos estão preparados para identificar as diferenças básicas entre um e outro. Outra coisa é que ser evangélico virou moda e como as pessoas são movidas pelas ondas de mercado, todo mundo quer ser crente, mesmo que tenha comportamento avesso aquilo que ensinam as Escrituras. Neste caso, os números mentem e mentem numa proporção absurda, os evangélicos não crescem, antes, estão inchados nas suas comunidades por doenças que afetam a alma e o coração e que só podem ser tratadas com o exercício de um Evangelho Verdadeiro e sincero, submisso à vontade de Deus.

Carlos Roberto Martins de Souza
crms2casa@hotma il.com
Citar
 
 
0 #18 Carlos Roberto 2009-10-26 09:24
OUTRA MENTIRA
AS PESQUISAS ERRAM, E MUITO!!!

É verdadeira a afirmativa de que os evangélicos crescem no Brasil? Não, não é o número de evangélicos que cresce é sim o numero de pessoas que freqüentam as igrejas por motivos que só elas sabem explicar. Outra coisa é que quantidade de entidades que se denominam como evangélicas também cresce de forma assustadora contribuindo para que os pesquisadores possam ser enganados nos levantamentos que fazem para os seus Institutos de Pesquisa. Posso afirmar, sem medo de errar que das estatísticas, menos da metade tem alguma relação direta e sincera com o cristianismo, o restante são apenas aventureiros ou oportunistas que aproveitam a “ONDA GOSPEL” para pegar uma carona nas fileiras da fé cristã. Isto acontece porque este é um mercado altamente lucrativo e qualquer um, sem compromisso com absolutamente nada, pode desfrutar dos louros e da rentabilidade deste mercado promissor, para tanto basta ser um “ARTISTA” e se infiltrar, principalmente no meio musical religioso, aí é só esperar... Vou citar apenas um entre as centenas que estão ai, que se encaixa neste perfil, me perdoem, mas estou sendo sincero e fundamento a minha colocação na Bíblia, Regis Danese. Não passa de um espertalhão que viu no meio cristão uma forma pratica de engordar a sua conta bancária, a religião como VERDADE é apenas um detalhe.

Uma coisa precisa ficar muito clara, EVANGELHO significa “BOAS NOVAS” e isto implica obrigatoriament e em mudança de vida, de costumes e de práticas incluindo ai a forma de cultuar a Deus. A palavra é oriunda do termo grego “euangelizomai” , na literatura clássica antiga designava a recompensa dada para alguém que entregasse “boas notícias”, como exemplo, a vitória de uma guerra pelo exército do País, o anúncio da vitória era assim designado. O Evangelho é a boa mensagem que Deus, em Jesus Cristo, cumpriu Suas promessas a Israel. Ele conquistou a vitória abrindo caminho da salvação a todos os que crêem em Seu nome.

Uma pessoa que experimenta a salvação tem a obrigação de viver em novidade de vida, transformada pela ação do Espírito Santo, portanto ela teria que abandonar as velhas práticas do pecado e procurar viver e andar segundo os ensinos de Jesus. Mas, o que vemos hoje é um sem número de pessoas que recorrem as igrejas por várias razões, se intitulam evangélicas, freqüentam e atuam nas comunidades sem no entanto terem uma vida que possa ser exemplo como cristão verdadeiro.

Tem também os “OPORTUNISTAS” que se colocam como líderes e a cada dia abrem as portas de seus comércios de fé para venderem o cristianismo, na maioria das vezes a preço de banana. Basta uma visitinha a estes pontos de venda e de comércio que qualquer leigo perceberá que há algo errado dentro destas entidades, lá não se prega o EVNGELHO de Cristo, mas sim ideologias particulares preparadas e montadas pelos líderes com a intenção clara de darem sustentação a seus ensinos, mesmo que estes contrariem frontalmente os ensinos Sagrados. O carrossel evangélico está indo numa velocidade descontrolada, mas creio que a luz amarela já se ascendeu e alguém tem que tomar providências ou seremos esmagados por este veiculo descontrolado. As atividades destas entidades que se denominam “igreja” não estão levando a igreja ao mundo, pelo contrário, está trazendo o mundo para dentro de nossas comunidades religiosas. Liberou geral, o vale tudo tomou conta e tornou-se em regra geral e não há mais diferença entre o mundo e a igreja, entre o “Profano” e o “Sagrado”.

Continua...
Citar
 
 
0 #17 Carlos Roberto 2009-10-26 09:21
U R G E N T E ! ! !
PEDIDO DE SOCORRO

Estou usando este espaço para humildemente, como um simples cristão, solicitar a todos os irmãos de fé que verdadeiramente creiam em Deus e no Senhor Jesus, que sabem que pelo poder do Espírito Santo a oração do justo sempre chegará ao Trono da Graça, que “OREM PELA IGREJA”. Não que o Senhor não tenha cuidado da Sua Noiva, mas sim porque aqueles que almejam fazer parte da salvação encontram-se perdidos e enganados por um grande mal chamado “MODA”. Ela corre sério risco, pois está sendo atacada pela doença da comodidade e pelo raquitismo espiritual, por esta razão encontra-se bastante debilitada.

O Diabo com esse “vírus da moda” tem adentrado os átrios das nossas Igrejas e levado muitos de nossos irmãos a seus mandos e concupiscências . Infelizmente seus dardos tem sido certeiros em muitos casos. Seu veneno é tão eficiente que a contaminação tornou-se alarmante no corpo da Noiva. No começo parecia ser apenas um resfriado, mas ao longo do tempo tem-se agravado a situação e o que parecia uma doença simples tratada com chás e repouso, passou a ser uma grande “EPIDEMIA”.

Os sintomas são diversos, começando por uma “falta de visão” onde nossos amados deixam de enxergar as malícias e passam a afagá-las como se fossem bênçãos. Essa cegueira é seguida de um sintoma estranho onde além de cegos, começam a trocar o idioma, criando a si um vocabulário próprio. Um exemplo disso é quando começaram a falar de fogo, sal e luz, trocando o significado dessas palavras dizendo estarem embasados na Bíblia Sagrada. Quando são abordados com assuntos polêmicos ou de interesse mútuo, eles usam desse vocabulário e acreditam que é o que chamam de “língua-de-fogo”, outros, porém, ficam calados, fingem de mudos, como se essas situações estivessem bem abaixo do seu nível. Mas existem aqueles que ao se depararem com algo difícil nessas situações extremas, desenvolvem outro sintoma, a raiva. Nesses casos respondem a tudo com maldição, torpeza e rispidez, pois até acredito que percam o controle sobre suas faculdades mentais nessas situações. O último sintoma que constatei, eu acredito ser o pior de todos eles, foi a surdez. Não ouvem mais o que o Espírito diz as Igrejas, não atentam mais para Palavra de exortação e disciplina, nem sentem a presença do Senhor quando ouvem um louvor verdadeiro, que glorifica ao Pai e evangeliza o povo tendo Cristo como centralização.

Peço com humildade, que orem pela libertação da igreja das mãos de espertalhões e de exploradores que usam a igreja para mascarar as suas intenções, esconder as suas sujeiras e enganar o povo que busca na igreja algo que possa saciar a sua fome de Deus. Que Deus retire do meio da igreja os caçadores de sucesso que vivem em função da mídia e de suas propagandas enganosas. Liberte a igreja de homens com muito poder financeiro, mas sem nenhum resquício do poder de Deus em suas ações e atitudes.

Peço aos amados irmãos que orem pela Noiva do Senhor Jesus, para que seja curada por um milagre que somente Deus tem poder para fazer, ela está agonizando na UTI espiritual a espera de algo extraordinário que só pode acontecer se você orar e confiar

Em Cristo.


Carlos Roberto Martins de Souza
crms2casa@otmai l.com
Citar
 
 
0 #16 Beatriz 2009-07-31 04:13
Quero saber se o chefe da igreja católica tem boas relações com a igraja ortodoxa?
Citar
 
 
0 #15 Adriana Barcell 2009-07-15 05:24
Parabéns pelas informações muito bem prestadas, e que sirva de alerto para tantas pessoas que tem sede de Jesus, mas que se deixam impressionar por nomes fantásticos que se colocom acima do nome de Jesus, o nome que está acima de todos os nomes.
Busquemos, mais e mais conhecimento sobre nosso Deus, e acredito que ele não nos deixará cair em esparrelas como as muitas que vimos aqui nesta terra que vivemos.
Devemos ter discernimento e verificar a história do Ministério escolhido para se congregar, pedindo sempre a orientação do pai.
Pois da mesma forma que buscamos a Deus, o inimigo também está a nossa busca para nos ver cair, utilizando de seu vasto arsenal.
Citar
 
 
0 #14 Nerly Nunes 2009-06-15 22:21
É interessante...Gostei do texto aqui citado...Foram boas as palavras dos pastor Rubens Moraes,e do pastor ligado à Convençao Batista...Tenho pouco tempo de evangelico,e antes de ler sobre o assunto acima,sempre achei um absurdo tais nomes de igrejas e tambem o numero de igrejas que se abrem de qualquer maneira...Eu popderia ate dizer em "pequenas igrejas,grandes negocios"...Moro em Anchieta-ES e aqui na minha cidade há nomes estranhos de igrejas...um exemplo é: "Assembleia de Deus Missao Triufante"...Outro caso que acho um escandalo aqui é a Universal que nao tem paradeiro certo...vive com um novo endereço.Tenho me indignado com essas coisas no meio Cristao...Aprendi muito e manti meu pensamento a respeito quando comecei a conhecer os livros de Ciro Sanches Zibordi,e um bom exemplo é "Erros Que Os Pregadores Devem Evitar"...
Bom,quero agora te parabenizar pelo que publicou aqui...isso é algo digno de aceitaçao..Abraço!!
Citar
 
 
0 #13 Altamira 2009-04-28 17:31
Na minha pouca vivência cristã e religiosa, vejo que a humanidade está se super dividindo, cada dia mais se distanciando, se individualizand o, daí essa busca desordenada de um Pastor que lhe assegure a FÉ. E o mais triste, se esquecendo da força Divina. Senhor, perdoais essa humanidade!!!!
Citar
 
 
0 #12 Verissimo Soares 2009-03-23 05:59
Nos dias de hoje existe uma prolifewração muito grande de igrejas evangélicas.Isto ocorre por vários fatores, que podem ser de origem social ,psicologico e economico.Pois quando o pais passa por uma situação de instabilidade economica, em que o desemprego aumenta então os fatores mencionados se afloram. E é neste vacuo que se proliferam as igreja pregando a teologia da prosperidade.Que mais ganha com isto são os fundadores dest igrejas.Vejam que a Igreja Universal no inicio eram Edir Macedo, Romildo Ribeiro Soares,Silas Malafaia, Valdemiro.Como eles viram que o melhor para satisfazer seus interres é cada um fundar a sua própria igrejaEsta proliferação que iludi os menos avisados com falsos milagres, vejam bem que os milagres ocrrem ao bel prazer do apresentador.Qualquer dia deste os mercadores de milagres estarão colocando banca nas esquinas e cobrando pelos milagres.Na minha opinião deveria existir uma lei que cobre imposto que so enriquece os pastores, que estã andando de carro importado e com guarda costa.
Citar
 

Add comentario


Codigo de Seguranca
Atualizar