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Indústria quer mais lucros, mas com carteiras saudáveis

A grande discussão interna referente ao mundo do crédito, nos dias de hoje, é a ‘queda da inadimplência’ desse último semestre (de 7,7% em dezembro de 2009 para 6,8% em maio de 2010). Apesar de muitos acreditarem que esse recuo é somente fruto de melhor qualidade na concessão - em um momento pós-crise - se não analisado com maior clareza, esse mercado pode correr o risco de entrar em um novo ciclo de euforia.

Quando desenhamos um mapa completo do crédito nacional, em todas suas vertentes, observamos que o crescimento do setor está ligado intrinsecamente à maturidade da concessão. Há grandes oportunidades, porém, o cuidado é indispensável para manutenção de um ciclo saudável.

Uma razão para a queda recente da inadimplência no Brasil é alteração do mix de produtos. Uma parte do crédito migrou de plataformas mais arriscadas para menos arriscadas, ou seja, o consumidor se voltou para produtos de menor risco, alterando a inadimplência geral. Se não fosse essa mudança natural no ciclo da tomada de crédito, a inadimplência média seria de 7,7%.

Com isso percebemos que ainda temos uma grande oportunidade para desenvolver os produtos rotativos, mais arriscados, que são os cartões e cheque Especial. Afinal, a migração para modalidades de menor risco pode ser revertida com a devida precificação dos mais arriscados e a evolução na gestão de risco possibilita uma contrapartida de redução de preço. Preços menores, por sua vez, trariam os produtos rotativos para uma realidade menos distante dos parcelados e, conseqüentemente, uma menor suscetibilidade dos mesmos a momentos de crise.

Observe-se ainda que essa mudança de mix alterou-se pela agressiva oferta do crédito consignado, com desconto em folha, que acabou por conscientizar o consumidor sobre as diferenças de preços entre as distintas ofertas existentes no mercado e permitiu às instituições financeiras manter um bom padrão de lucratividade - praticando preços mais baixos. Infelizmente, os produtos que ainda apresentam preços “salgados” dependem de mudanças estruturais no mercado como um todo, o que parece estar ainda distante no tempo.

Indústria quer mais lucros, mas com carteiras saudáveis

O propósito da indústria é buscar sempre maiores lucros, mas com carteiras saudáveis a médio e longo prazo. Ainda não retornamos totalmente aos patamares anteriores à crise. Um exemplo é a representatividade dos produtos de menor risco (crédito pessoal, imobiliário, veículos): antes da crise era de 77% e inadimplência de 4,6%; depois da crise ficou em 81% e inadimplência de 4,5%. Já a representatividade dos produtos de maior risco (cheque especial, cartão e crédito direto ao consumidor): antes da crise estava em 23% e inadimplência de 16,6%; depois da crise ficou em 19% e inadimplência de 18,8%.

Na recuperação de créditos em cobrança nota-se estabilidade nos últimos 5 anos. A carteira de inadimplentes é de R$ 97 bilhões (31 dias a 180 dias de atraso). Novamente, o desafio continua sendo o de encontrar meios para renegociar créditos atrasados através de estratégias mais eficazes.

Uma alternativa interessante para os gestores de cobrança atuarem sobre a carteira de créditos inadimplentes vem sendo a ‘venda de carteiras’ ou securitização. Segundo os números do Banco Central, no final de 2009, havia R$ 40 bilhões de saldo em atraso entre 90 dias e 360 dias, sem contar com o estoque acima deste período não reportado a instituição. A venda possibilita às empresas maior foco sobre os clientes em fases iniciais de cobrança, onde a manutenção do relacionamento ainda é prioritária.

Ações para tratamento de carteiras NPL (NPL – Non Performing Loans - empréstimos que apresentam recebimento duvidoso), já são prática real em diversas instituições financeiras onde, posteriormente, é feita a comercialização das mesmas. De acordo com números publicados pela KPMG, de 2007 a 2009, foram contabilizados R$ 42 bilhões de carteiras negociadas (em valor de face), sendo R$ 17 bilhões em 2007, R$ 15 bilhões em 2008 e R$ 10 bilhões em 2009. Para 2010, com o fim da crise do subprime, que secou as reservas dos compradores em 2008 e 2009, estima-se que os mesmos voltem com mais apetite ao mercado, atingindo R$ 20 bilhões em carteiras NPL negociadas.

Outra conhecida oportunidade refere-se ao crédito imobiliário no Brasil. Dados estimam déficit habitacional de 7,2 milhões de unidades - que tende a crescer com o aumento da migração das classes D e E para classe C. Atualmente, os níveis de financiamentos não dão conta de absorver nem os novos demandantes, ou seja, o déficit habitacional tende somente a avançar.

No crédito universitário,o mecado potencial é de R$ 30 bilhões para 4 milhões de alunos no Brasil. Notamos uma concentração neste mercado, a partir da entrada de fundos investidores, que prestam contas ao mercado. Dessa forma, indicadores financeiros como inadimplência dos alunos têm ganhado importância, influenciando na maior profissionalização da gestão de crédito e cobrança.

Fernando Manfio é sócio diretor da consultoria de gestão de risco Witrisk

 


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Montevidéu, 6 jul (EFE).- O índice Imebo, principal da bolsa de valores de Montevidéu, fechou o pregão de hoje em queda de 0,14%, aos 3.180,64 pontos. Já o indicador ION fechou o dia estável, aos 214,65. O giro financeiro foi de 34.640.021 pesos uruguaios (US$ 1.623.486). EFE amr/pd


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Nova York, 6 jul (EFE).- Os contratos de futuros de café, de 37,5 mil libras cada um, caíram hoje no Mercado do Café, Açúcar e Cacau de Nova York, e fecharam aos seguintes preços (centavos de dólar por libra):. Contrato Abertura Máxima Mínima Fechamento Variação. Setembro 163,45 163,50 156,85 157,65 -7,10. Dezembro 163,65 164,25 157,65 158,45 -6,80. Março 163,35 163,65 157,50 158,35 -6,50. EFE apt/pb


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Nova York, 6 jul (EFE).- Os contratos de futuros de cacau, de 10 toneladas cada um, caíram hoje no Mercado do Café, Açúcar e Cacau de Nova York e fecharam aos seguintes preços (dólar por tonelada):.

Nova York, 6 jul (EFE).- Os contratos de futuros de cacau, de 10 toneladas cada um, caíram hoje no Mercado do Café, Açúcar e Cacau de Nova York e fecharam aos seguintes preços (dólar por tonelada):. Contrato Abertura Máxima Mínima Fechamento Variação. Setembro 2.992 3.010 2.939 2.967 -4. Dezembro 3.015 3.030 2.962 2.991 -1. Março 3.001 3.030 3.000 3.004 -4. EFE apt/pb


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