Apesar da previsão do ministro Mercadante, porém, empresa ainda não tem permissão do governo para produzir com isenção fiscal
Foto: Getty Images
_CSEMBEDTYPE_=inclusion&_PAGENAME_=economia%2FMiGComponente_C%2FConteudoRelacionadoFoto&_cid_=1597210890552 &_c_=MiGComponente_CDepende apenas da empresa Foxconn a data de início de produção dos primeiros tablets de modelo iPad, da Apple, segundo expectativa do ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação.
Na terça-feira, o ministro Aloizio Mercadante afirmou em sessão no Senado que a Foxconn deverá distribuir a partir de Jundiaí (SP) os primeiros iPads ainda em tempo do Natal.
Mas, segundo informações do próprio ministério, falta documentação da Foxconn para que ela consiga se habilitar para tirar proveito da isenção de impostos para fabricação de tablets no Brasil.
Por enquanto, a empresa não tem essa vantagem garantida.
As idas e vindas do investimento previamente anunciado de US$ 15 bilhões no Brasil têm suscitado certa angústia entre os governantes do país. A taiwanesa Foxconn informou o montante a ser investido à presidenta Dilma Rousseff em viagem feita à China.
Desde então, porém, o governo brasileiro notou que, para investir toda essa quantia, a empresa contava com um apoio muito maior do governo, principalmente do BNDES, do que o esperado. Recentemente, o governo brasileiro já se resignou com a possibilidade de que esse investimento seja consideravelmente menor do que US$ 15 bilhões.
Outro entrave nas negociações entre Foxconn e governo brasileiro está no modelo de contratação de até 100 mil empregados diretos e indiretos nas fábricas da empresa do país.
Em entrevista em vídeo ao iG no mês passado, o ministro Mercadante afirmou que este Natal terá uma “enxurrada” de tablets nacionais no mercado brasileiro, mas não falou especificamente sobre a venda do iPad.
Segundo o ministério, porém, nove empresas já têm permissão para fabricar tablets com desoneração de impostos pela Lei da Informática.
As empresas Motorola, Samsung e SempToshiba (STI) já começaram a colocar seus novos produtos no mercado, segundo o próprio ministério.